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A NOSSA HISTÓRIA |
1 - Quem conta a nossa historia é o nosso próprio ex-veneravel Nylson Macedo em seu discurso de posse, na expressiva noite de 25 de junho de 1975, quando reunidos nos salões da secular Loja Progresso, todos os maçons revestidos de suas insígnias, atentos e em honra do Grande Arquiteto do Universo, ouviram-no neste trecho verdadeiros de uma historia assim: “Foi no final do ano de 1870, nesta cidade de Campos, em três de dezembro, que se reuniram em sua casa na rua Barão de Cotegipe 88, sob os auspícios do Grande Oriente do Brasil e presidência de um Obreiro de grande descortínio e valor moral – o poderoso irmão Joaquim Taussia de Belido – vários irmãos, e fundaram uma loja maçônica a que deram o titulo distintivo de Progresso. Após o cumprimento das formalidades legais, a 17 de fevereiro de 1871, em pomposa cerimônia, teve lugar a regularização da Loja. Na mesma ocasião e para maior solenidade do ato, os Obreiros da Loja libertaram um pequeno escravo de três anos de idade, de nome Caetano. A Maçonaria Brasileira estava engajada àquela época na campanha da abolição. Inaugurou-se também, um grande quadro a óleo representando a Fé, a Esperança e a Caridade, oferecido à Loja pelo irmão Guilherme Letwan, ficado colocado onde hoje ainda se encontra o nosso Salão de Honra. Não se descuidando de sua conquista mas sem dormir nos louros alcançados, a Loja Progresso continuou sua trajetória vitoriosa, fazendo obra maçônica, promovendo o bem estar da Humanidade! Em 12 de outubro de 1885 fundou cursos diurno e noturno, com matricula que atingiu a 112 alunos, com freqüência media diária de 80 alunos. Por este e outros relevantes serviços recebeu do Grande Oriente do Brasil o honroso titulo de Benemérita em 11.01.1996. Em 1889, como o prédio da rua Barão de Cotegipe já não oferecesse mais condições de continuar abrigando a nossa loja, foi formada uma comissão com o propósito de adquirir sua sede própria. A comissão foi composta de 6 membros. Como homenagem vamos citar seus nomes: David Findlay, Domingos Serpa, Jose Ventura Louro, Jose Joaquim Alves Carneiro, João Luiz dos Santos Guimarães e Jose Maurer. Em 3.12.1894, por 25.000$000 (vinte e cinco contos de réis) foi adquirido o prédio da rua do Cercado nº. 12, hoje Joaquim Nabuco nº. 24, o qual depois de reforma e adaptação foi inaugurado em 28.09.1895, representando, ainda hoje, motivo de orgulho para nós. Por falta de comodidades apropriadas para o funcionamento de seus cursos de alfabetização, a Loja deliberou em 07.01.1919, por proposição do ilustre irmão Sebastião Viveiros de Vasconcelos, aproveitar o terreno dos fundos da Loja e com frente para a rua São Bento, e com cotização de irmãos, construir um prédio escolar que foi inaugurado no mesmo ano, em 1º de setembro. Seria fastidioso enumerar o nome dos denodados Obreiros que se responsabilizaram pelo pesado encargo financeiro dessa obra construída em tempo recorde? Não! Foram eles: Umbelino Pacheco, Manoel Leopoldino Cunha Porto, Amaro de Queiroz Viana, Manoel Luiz Martins, Guilherme Ribeiro, Atilano Crisóstomo Oliveira, João Alves Magalhães, Brandão Henriques, John Ducam, Antonio Izaltino de Oliveira, Artur Pinto, Benedito dos Santos Graim, Vicente Gonçalves Dias, Dr. Jose Coelho dos Santos, Francisco da Silva Santos, Antonio Porfírio Vasconcelos, Carlos Diniz Sampaio Ferreira, Arlindo Gregory Barbeitas, Luiz Guitton, Messias Urbano dos Santos, Nestor Augusto Filho, Antonio Gonçalves Ferreira, F. de Figueira, Antonio dos Santos Lima,Dr. Gregório Pereira de Miranda Pinto, Francisco de Paula Carneiro, Lourenço Terra, Julião Jorge Nogueira, João Mario Pereira Soares e Domingos Viana. Assim graças ao patrimônio adquirido e acrescentado por valorosos irmãos, pode a Loja Progresso atravessar os seus 125 anos de existência sem um hiato sequer na tarefa de fazer o bem, apesar de crises financeiras nacionais e internacionais com reflexos inevitáveis para a Loja”. 2 - O Centenário de fundação da nossa Augusta e respeitável Loja teve como venerável o Irmão Walter Siqueira que redigiu esse depoimento: “Só os preciosos documentos maçônicos que possuímos podem constatar o que teria sido justo no dia 3 de dezembro de 1870 a fundação da loja Maçônica Progresso. Era a quarta instituição maçônica, do rito escocês, e funcionou num sobrado de três pavimentos e que hoje não mais existe, Seu primeiro venerável foi o Sr. Joaquim Taussia de Belido, que regularizou-a no ano seguinte ao segundo mês do calendário. Sete anos depois, o templo maçônico, hoje centenário, passou a unir os seus ideais de fraternidade, liberdade e igualdade no edifício que parece ser o de maiores proporções no âmbito maçônico que o Estado do Rio possui. Trabalhando com o supremo ideal de liberdade, substituindo a propensão do mal pela pratica perfeccional do bem, a maçonaria (vem do vocábulo: - maçonnerie oriunda de “maçon” que significa pedreiro) ergueu o edifício do respeito à dignidade da pessoa humana, respeitando as posições filosóficas, políticas e religiosas, no zelo pela família na prioridade dos direitos, no estimulo pela integridade e preservação do bem comum. E Prudêncio Bessa, Anthero Casalho, Manoel Francisco de Oliveira, Cunha Porto, Viveiro de Vasconcelos, e tantos mais baluartes e prestigiosos obreiros que sempre preferiram a modéstia da não admiração, trabalharam no incentivo ao progresso, com discrição e firme propósito – com perseverança diante das dificuldades e com pontual assiduidade no cumprimento dos deveres. A honestidade e o rigor ético nas exigências da instituição, a lealdade e solidariedade, a perfeição e dignidade inoperáveis, conduzem os maçons da centenária “Progresso” a um código proclamatório todo a romper com dignidade esses hoje “cem anos” com harmonia ao próximo, que é comungar as mesmas idéias e a mesma grandeza, e respeito mutuo e a mesma sincera uniformidade de que nos falam os históricos documentos de sua fundação”. |