4 - UMBELINO MANOEL PACHECO (1860 - 1948)
Autor: Nylson Macedo
      Fez curso de farmácia no Rio de Janerio e cedo se envolveu na luta pela libertação dos escravos, através de campanhas e de agitações populares. Isso valeu-lhe uma extensa cicatriz nas costas.
     Dai para a frente, o engajamento nas reuniões secretas para tornar o Brasil uma república de autênticos patriotas. Nesses encontros, o entusiasmo de Umbelino Pacheco, Bejamim Constant, Campos Salles e tantos outros, tornou-se uma única voz para o grito de libertação: abaixo a monarquia!
     Conseguida essa importante modificação na vida brasileira, com a presidência de Deodoro da Fonseca, as desilusões começaram a aparecer face à educação monárquica do novo presidente e de muitas das autoridades de então. E por três governos sucessivos essas raízes autoritárias se fizeram motivo de desagravo popular e reação dos jovens republicanos idealistas. E Umbelino estava nessa longa lista de insatisfeitos. Assim, a Pharmacia Pacheco, instalada na rua da Lapa número 24, no Rio de Janeiro, passa a ser a sede desses encontros proibidos. Com o atentado ocorrido no Arsenal de Marinha no dia 5 de novembro de 1897 contra Prudente de Moraes e que acabou vitimando o ministro da Guerra Marechal Bittencourt foi desencadeada uma perseguição implacável aos opositores do governo e o grupo da Farmácia Pacheco foi todo preso e condenado em porcessos tendenciosos. Um senador e três deputados foram mandados para o presídio de Ferando de Noronha (João Cordeiro, Alcindo Guanabara, Barbosa Lima e Major Tomás Cacalcanti).
       Após cumprir anos de prisão o valente Umbelino foi indultado e transferiu-se com a familia para Campos, fundando a Farmácia Pacheco daqui e filiando-se à Loja Maçônica Progresso em 14.12.1907. Sendo iniciado, mostrou-se desde logo entusiasta da entidade e daí até a sua morte foi um obreiro dedicado, fazendo parte de todas as diretorias.
Determinação, bravura, espírito de justiça, defensor das causas da liberdade e dos irmãos da fraternidade; um tipo inesquecível de heroi social.
Umbelino foi venerável nos períodos 1914-1915, 1916-1917, 1918-1919 e 1935-1937.
 
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